quinta-feira, 29 de maio de 2008

Felicidade

Em entrevista a TV cultura no final de ano o sociólogo da PUC-SP, Edson Passetti, cravou esta definição de felicidade: "Ser feliz é incomodar, buscar, conquistar ou experimentar algo fora do padrão".
No blog da TV culura o internauta Jorge Schoeder escreveu este adendo: "o pensamento do sociólogo é um contraponto ao marasmo de idéias e a homogeneidade atual de opiniões (em parte causada pelas mídias). O sociólogo instiga ao incômodo; evidentemente um incômodo procedente, não superficial ou gratuito, um incômodo causado pelo aprofundamento do conhecimento".
Outro internauta Andre Vargas fez adendo noutro modo:"Felicidade também pode ser a coragem de anarquizar valores conservadores.
É descobrir assim como o personagem GOETZ do livro "O DIABO E O BOM DEUS" de Sartre que o potencial para fazer o bem e o mal pertence ao homem e não a Deus e ao Diabo, sendo a felicidade algo que depende de si próprio e não de forças externas".
Vamos lá!
Refletindo sobre as idéias e adendos acima escrevo eu que "ser feliz é ter a coragem e ousadia de experimentar fora do padrão e ser grande".
Grande como na poesia de Fernando Pessoa a seguir":
"Para Ser grande, sê inteiro;
Nada Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive."
Entretanto se faz mister uma visualização de padrão:
Hoje é padrão: ser corrupto, mesquinho, explorador, analfabeto social, egoista, etc. Por conseguinte um dos modos de experimentar fora do padrão é ter CARÁTER.
Noutro momento o padrão era ter caráter; hoje caráter é exceção. Todavia experimentar fora do padrão é mais extenso: um dos tantos modos significa fazer uma leitura muito exata da mesquinharia a que as pessoas estão inseridas, sem se darem conta; e viver, agir e pensar de outro modo. Isto é experimentar fora do padrão; consequentemente ser feliz.
Há que se experimentar fora do padrão , sobretudo, quando o assunto é religião e a relação homem-Deus. Do contrário vai se vivendo, até que no fim da vida , como o personagem principal do livro São Bernardo de Graciliano Ramos, descobre-se (quando se descobre...) que a vida foi um nada; que se viveu para si próprio.
De resto, a literatura brasileira está repleta de exemplos convencionais de padrão, basta ler Casa Grande e Senzala de Gilberto Freire.

2 comentários:

José Edimilson de Oliveira disse...

Parabéns pela matéria que já é um valioso comentário. O tema, a princípio, parece ser de fácil argumentação, todavia não é. Tem o princípio de que a felicidade tem haver com nosso caráter ("a formação da felicidade é mais humanitária que intelectual").
Quando os valores educacionais, culturais, éticos e imateriais forem mais presentes, os momentos de felicidade serão mais consistentes.

Dirsilene Alves disse...

Edezilton, parabéns pelo seu blog é super-interessante, as matérias que você puplica são muito importantes, principalmente a peocupação com uma educação de qualidade e a grande homenagem ao saudoso amigo Naná.
Edezilton eu gostaria que você me ajudasse com o meu blog, o meu objetivo é escrever os meus textos poéticos, porém eu ainda não sei como puplicá-los na página incial, gostaria muito que você me passasse essas informaçoes. Obrigada!